quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais uma escola visita o CEA

Foto: Giulianno Arruda
O CEA Polonês recebeu na tarde de hoje (21) a visita de 50 alunos do 6º e 7º ano da Escola Municipal Dr. Eduardo Olímpio Machado.

Localizada na Coophavila II, a escola desenvolve diversos projetos ambientais, incluindo a coleta seletiva, implantada desde 2010 em parceria com a Semadur, que levou o nome de "reciclando com arte".

No CEA Polonês, os alunos participaram de algumas dinâmicas relacionadas à separação e reciclagem dos resíduos sólidos, na presença do boneco Reciclão, o mascote do programa de coleta seletiva

Aberto a escolas, Centro Ambiental reúne beleza, ar puro e conhecimento

Aline dos Santos 
(Fonte: Campo Grande News)

Ao lado da avenida Via Parque, onde incessantes carros vem e vão, é possível ouvir o canto dos pássaros, se deliciar com jabuticabas colhidas no pé, respirar ar puro e, por tabela, aprender sobre a importância da preservação ambiental. O endereço do verde é a o CEA (Centro de Educação Ambiental) Polônês, em Campo Grande.

Inaugurado em agosto, o espaço abriu as portas nesta terça-feira, véspera do Dia da Árvore, para alunos de colégios municipais. Na estreia, 30 estudantes do 9º ano da escola Irmã Edith Coelho Neto, do Jardim Colúmbia, assistiram a peça de teatro e filme sobre o meio ambiente, conheceram a casa ecológica, o trabalho de arborização, o córrego Sóter e o programa de coleta seletiva do lixo.

“São vários momentos dentro do passeio. Para que entendam o que a ação humana ocasiona na natureza. São os 3 R: reduzir, reutilizar e reciclar”, afirma Lú Bigatão, da ONG Florescer do Cerrado, responsável pelos passeios. Por semana, o CEA vai receber quatro escolas.

Luciano Rodrigues, de 14 anos, se interessou pela Casa Sustentável, construída com madeira e vidros reaproveitados de restos da construção civil. “Gostei da placa de energia solar”, diz. A energia é destinada ao chuveiro. O imóvel também despertou a atenção da estudante Vanessa Aparecida Spiewakouski, de 16 anos. “A casa com as placas de energia é legal”, afirma. O parque tem 28 espécies de árvores nativas e é visitado por quero-queros e capivaras.

Para a professora Francilene Camilo dos Santos, as informações sobre o meio ambiente podem levar os alunos a ter mais zelo com as áreas de preservação do bairro. “Também tem o córrego Botas, onde moradores jogam lixo e até móveis. Espero que eles sejam multiplicadores”, salienta.

Os alunos vão fazer redações sobre a visita. O CEA também mantém um espaço na interação na internet, no http://www.ceapolones.blogspot.com/



No fim da atividade, em companhia dos mascotes Limpinho, Florinha e Reciclão - respectivamente um peixe, uma árvore e uma lixeira – os estudantes receberam mudas de amora, acerola e goiaba.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Conheça a programação da Semana da Árvore no CEA Polonês

Mayara da Quinta


Foto: Lairtes Chaves
Em comemoração ao Dia da Árvore, a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), preparou uma série de ações durante a Semana da Árvore, que neste ano terá como tema “Fruta no Quintal”. Um projeto que contempla educação ambiental e sustentabilidade, valorizando as árvores frutíferas que tem grande importância, na alimentação de agentes polinizadores e dos seres humanos.

Em 1965, no dia 24 de fevereiro foi oficializado pelo governo federal que o dia 21 de setembro se tornaria o Dia da Árvore, marcando um novo ciclo para o meio ambiente. Este dia foi escolhido por ser uma data de prenúncio da primavera e período quando os índios iniciavam o plantio seguindo o calendário lunar.

Neste dia (21) terá distribuição de mudas no CEA Polonês as 9 horas da manhã. As frutas são fontes de vitaminas, carboidratos, fibras e minerais e auxiliam a alimentação saudável. As mudas do projeto representam a temática “Fruta no Quintal” e quando frutificarem serão fontes de goiaba, amora, ameixa, carambola, acerola e pitanga, espécies distribuídas durante toda a ação.

Foto: Lairtes Chaves
  Para comemorar o Dia da Árvore (21) as 8 da manhã haverá distribuição de mudas na Central de Atendimento ao Cidadão, localizada na Rua Cândido Mariano n.2655. E ainda plantio no parque Cônsul Assaf Trad, às 14 horas, promovido pela Polícia Militar junto a Semadur,

A FM Blink 109 e a ONG Planeta Pantanal em parceria com a Semadur realizam o primeiro plantio de mudas do projeto Vista o Verde, dia 23, que acontecerá na Área de Preservação Permanente do córrego Vendas. 

Durante a Semana da Árvore acontecem plantios de árvores ao longo da Avenida Mato Grosso e Via Park. O projeto Via Verde também plantará árvores na Rua Amazonas. A semana será contemplada pelas ações no Centro de Educação Ambiental Polonês, recém inaugurado e que inicia as atividades recebendo suas primeiras visitas de escolas. 

Confira a agenda de eventos, com toda programação. 

Artigo: O desafio de fazer Educação Ambiental

Marília Chinchila, socióloga.
Atua na Educação Ambiental no CEA Polonês.

Acredito que a educação possa se dar em todo e qualquer espaço, inclusive o virtual, mas acredito também que a existência de um espaço físico e concreto seja de relevante importância para o desenvolvimento de trabalhos na área de Educação Ambiental.

Com a inauguração do Centro de Educação Ambiental Polonês, visualizo possibilidades interessantes a serem realizadas no campo da educação formal e da não-formal, conforme preconiza a Lei N° 9.795 /99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, que em seu Art. 2° afirma: "A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”.

A vivência deste lugar me faz perceber que até pouco tempo atrás ele era exclusivo de alguns usuários: capivaras, cotias, gambás, saguis e pássaros. Muitos pássaros. Agora, fico imaginando se eles também percebem outros animais - os humanos, compartilhando o mesmo espaço. Teremos que nos adaptar: nós e eles. As capivaras, por exemplo, vêem à noite. Sei que elas frequentam esse espaço porque deixam montinhos de fezes ao longo dos caminhos. Mas nunca as vi. Onde elas ficam de dia? Ao longo do córrego, dizem. Será que elas percebem algum rastro humano aqui no Centro e se perguntam sobre onde nós
ficamos? Pois é, esse espaço provoca em mim reflexões desse tipo. Fazem com que eu o perceba como não exclusivamente humano, como espaço também compartilhado por outros animais e por seres dos reinos vegetal e mineral. E com a percepção corpórea, sensorial, mais que meramente intelectual, de que tudo está interligado, de que tudo é uno.

Remeto ao poeta português Fernando Pessoa, que diz em um poema: “Eu nem sequer sou poeta. Vejo.” E aqui é um espaço privilegiado para ver, como Pessoa via. Se estivermos com os sentidos abertos, poderemos sentir a suave brisa ou o vento forte, ouvir os sons dos pássaros e o correr das águas. Poderemos também perceber as mudanças nas árvores: a queda das folhas, a brotação, a floração. O ciclo da vida: nascimento, crescimento e morte. O eterno transformar, a eterna mudança. Poderemos também nos perguntar sobre quantos tons de verde existem. Ou observar os desenhos que o sol faz na grama, usando as árvores como se fossem lápis de cor.

E aqui temos um desafio: o de intervir para recuperar as margens do Córrego Sóter, maltratado pelas intervenções humanas. Mas ainda assim correndo pro rio que corre pro mar. E de novo remetendo à arte, desta vez ao compositor Caetano Veloso, que tão maravilhosamente canta em Luz do Sol:


“Luz do sol que a folha traga e traduz em verde novo, em folha, em graça, em vida, em cor, em luz...
Céu azul que vem até onde os pés tocam na terra e a terra respira e exala os seus azuis...
Reza, reza o rio. Córrego pro rio, o rio pro mar...
Reza a correnteza. Corre, desce e doura a areia...
Marcha o homem sobre o chão, leva no coração uma ferida acesa...
Dono do sim e do não diante da visão da infinita beleza.
Finda por ferir com a mão essa delicadeza, a coisa mais querida. A glória da vida....
Luz do sol que a folha traga e traduz em verde novo, em folha, em graça, em vida, em cor, em luz...”


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Personagens para construir uma história mais verde


Lairtes Chaves

O quê um peixe, uma árvore e uma lixeira tem em comum? Difícil seria responder essa pergunta, se não estivéssemos falando de Limpinho, Florinha e Reciclão, os mascotes-símbolos das ações de educação ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, no CEA Polonês. 

Foto: Lairtes Chaves



Limpinho, um simpático peixe dourado, adora nadar em águas límpidas com seus amigos. É um defensor da preservação e do cuidado com os córregos de Campo Grande, e por isso, é o símbolo do programa Córrego Limpo.

Foto: Lairtes Chaves





Florinha é uma árvore frondosa, nativa do Cerrado, que vive preocupada com a conservação de suas amigas na cidade. É o símbolo do programa de Arborização Urbana e do Viveiro Flora do Cerrado.


Foto: Antônio Carlos


Reciclão, apesar de muito jovem, é muito responsável e ensina a todos na cidade o quanto é importante separar o lixo para reciclagem. Com seu jeito alegre e seu sorriso convidativo as praticas sustentáveis, ele é o mascote do Programa de Coleta Seletiva.






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